Anna Traiano

Herança


Retorno ao pó desse pobre jeito
Sem deixar vida
Sem marcar presença
Com um nó no peito
E uma ferida
Que arde, queima, intensa...

Não encontro a estrada que me traz de volta
A alegria que um dia coloriu meu sonho.
Destino cruel que me amputa a calma
E me faz provar do amargo gosto
Do veneno que em mim jaz e pensava eu
Já estava inerte, já estava morto.

Deixo como herança meu desejo imenso
De continuar minha vida em outra
Deixo como herança...
A quem?
A quem ler meu grito desta dor sem fim.

1 comentários:

  1. Me inspirei nesse site!! gostei muito!! A autora está de parabens!! me emocionei, até chorei! Sou escritora também, gosto de compartilhar minhas experiências com meus amigos e familia!! Indicarei para meus amigos e familiares para que possam ler e sentir do mesmo prazer e emoção que senti! Parabéns novamente!!!

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